A seleção brasileira encerrou a fase de grupos da Copa do Mundo vencendo a Escócia por 3 a 0 e liderando o Grupo C. Com isso, enfrentará o Japão , segundo colocado do Grupo F, na fase de 16 avos de final, na próxima segunda-feira (29), às 14h no horário de Brasília. Encontrar os japoneses no chaveamento dividiu opiniões: por um lado, houve comemoração por não ter os Países Baixos no caminho; por outro, preocupação por se tratar de um enfrentamento taticamente difícil e que já acabou em derrota do Brasil em amistoso no ano passado . Mesmo com desfalques cruciais, o Japão não perdeu na fase inicial da Copa e pode, pela forma como se dispõe em campo e constrói o jogo, explorar o que talvez seja o principal buraco da nova defesa de Carlo Ancelotti na Seleção.
Copa do Mundo 2026 Quem o Brasil pode enfrentar no mata-mata? Read → A mudança defensiva que ajudou o Brasil na Copa do Mundo A estreia do Brasil contra Marrocos mostrou um time que pouco conseguia criar diante de um bloco baixo e compacto, mas também uma equipe com dificuldades defensivas. O empate em 1 a 1 veio com um gol marroquino que surgiu após falha na pressão pós-perda brasileira, mas que também explorou uma grande debilidade do 4-4-2 tradicional de Ancelotti. O italiano havia reforçado anteriormente que a Seleção se defenderia em 4-4-2 e isso não mudaria.
Na estreia, essa disposição expôs problemas, principalmente envolvendo Casemiro. Como um dos jogadores da linha de meio, o volante precisaria proteger muito espaço lateralmente nos momentos de pressão, e seu protótipo físico já não permite que isso seja feito com facilidade. Foi assim que Marrocos explorou esse espaço. Encontrou uma diagonal que saiu do lado esquerdo, onde estava a pressão brasileira, para o meio.
Casemiro precisou cobrir muito espaço para perseguir Brahim Díaz, que recebeu livre, e chegou atrasado. Também houve confusão com Douglas Santos sobre quem saltaria pressão na bola, e o camisa 10 teve espaço e tempo para dar a assistência. O Brasil, no entanto, mudou a forma de se defender na vitória contra o Haiti e a consolidou contra a Escócia. Foi a primeira sequência de jogos em que Ancelotti manteve o mesmo padrão desde que chegou, há mais de um ano (e, se não fosse a lesão de Raphinha, repetiria a escalação também).
Mas, para isso, se contradisse: saiu do 4-4-2 padrão. Contra a Escócia, foi ainda mais evidente como o Brasil passou a defender em 4-1-3-2, deixando Casemiro atr&aa