Espanha e Argentina se enfrentam neste domingo (19), no MetLife Stadium, na final da Copa do Mundo. O estádio, que recebe partidas do New York Giants e Jets na National Football League (NFL), liga de futebol americano dos Estados Unidos, precisou passar por mudanças antes do início do Mundial, a mando da Fifa, com a instalação do gramado natural.
Agora, a arena terá de lidar com a pressão de jogadores para retornar ao tipo sintético. A Associação de Jogadores da NFL (NFLPA, na sigla em inglês) já se manifestou contra o uso de grama artificial nas partidas da liga.
Em defesa dos atletas, o grupo defende que o tipo sintético, por ter uma superfície mais rígida em relação à natural, causa um aumento nas lesões em articulações — como os joelhos, por exemplo.
Nesta sexta-feira (17), jogadores da NFL iniciaram a campanha “Worth the Cost” (“Vale a pena o custo”, em tradução livre). A ideia é forçar os donos das franquias, que não adotam o gramado natural, a manter o piso substituído na Copa do Mundo ao longo da temporada do futebol americano — que se inicia em setembro.
Maioria dos estádios da NFL na Copa do Mundo utilizam grama sintética. Dezesseis estádios foram utilizados pela Fifa durante a Copa do Mundo. Destes, 11 estão localizados nos Estados Unidos — os outros cinco se encontram no Canadá e México.
Todas as arenas estadunidenses são de franquias da NFL, mas apenas quatro adotam a grama natural como regra nas partidas de futebol americano. Kansas City (Arrowhead Stadium), Miami (Hard Rock Stadium), Santa Clara (Levi’s Stadium) e Filadélfia (Lincoln Financial Field) eram os únicos estádios que, antes das partidas, utilizavam a grama natural ou um tipo híbrido.