A Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, foi envolta não apenas por notícias voltadas para o futebol, mas também pelas polêmicas que envolvem o governo de Donald Trump e a sua interferência, inclusive dentro de campo.
Mas, apesar das dificuldades para garantir ingressos — especialmente devido aos preços —, a restrição para entrada de imigrantes no país e a ameaça de greve por parte de trabalhadores parecem não ter afastado a ideia de uma provável candidatura dos Estados Unidos para sediar a Copa do Mundo de 2038.
O próprio Trump chegou a declarar que “temos que fazer isso de novo e temos que fazer enquanto eu estiver por perto”, em uma entrevista à Fox News na final do torneio.
Em análise do “The Guardian” sobre uma possível nova candidatura, o jornal destacou que administradores de diferentes países observaram, ainda enquanto o torneio acontecia, o desejo aparentemente ilimitado do país por sediar grandes eventos e a sua disposição em pagar o que for preciso para participar deles.
A Copa de 2026, por exemplo, foi apenas um deles. Em 2025, o país recebeu o Mundial de Clubes e, em 2028, receberá os Jogos Olímpicos. Os EUA também apresentaram interesse em sediar a Copa do Mundo feminina em 2031.
O jornal informou que a Fifa vem incentivando discretamente, mas ativamente, uma candidatura dos EUA para receber uma nova edição do torneio de seleções há algum tempo.
Outro fator apresentado foi que, o que inicialmente havia se tornado uma dor de cabeça, foi convertido em lucro. O presidente da Federação Internacional, Gianni Infantino, comunicou aos representantes das 211 associações membros da entidade que as projeções de receita para o atual ciclo de quatro anos são de US$ 7 bilhões.