Quando a Globo reuniu a imprensa especializada em mídia esportiva no Rio de Janeiro para anunciar os detalhes da cobertura da Copa do Mundo Feminina de 2023, em 11 de julho daquele ano, uma novidade surpreendeu por se tratar da edição masculina seguinte, a que vivemos agora em 2026: a emissora renegociou o contrato com a Fifa e teria também metade dos jogos, assim como aconteceria naquele mês com a edição das mulheres. O impacto no sentido de surpresa era óbvio, mas as consequências ainda não eram tão previsíveis. No Brasil de 2023, a Globo ainda era uma emissora dominante na TV aberta e paga com o sportv e Premiere detendo quase tudo do Brasileirão , e a CazéTV era um canal com menos de um ano de existência e sem muita certeza do que seria seu futuro.
Tanto que na época o sportv era justamente o alvo das maiores preocupações de quem acompanha o tema. A TV Globo, um canal aberto que domina a audiência há décadas, não sentiria falta de metade dos jogos da Copa do Mundo 2026 , afinal, o volume de mais de 52 partidas e o fato de haver a garantia de transmissão de todos os jogos da seleção brasileira eram suficientes para justificar o movimento, feito para economizar dinheiro após tempos de pandemia. Se a Globo não tivesse desistido da exclusividade para 2022, a Fifa não teria contratado a LiveMode, e a CazéTV não teria surgido naquele momento. Se a Globo não tivesse renegociado o acordo de 2026 para abrir mão de metade dos jogos, a Fifa não teria colocado o pacote completo nas mãos da LiveMode.
Allan Simon "> Allan Simon 19/06/2026 - 20:30 4 minutos de leitura