O Brasil venceu a Escócia na última partida da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. O 3 a 0 brasileiro não só permitiu que a Seleção passasse em primeiro no Grupo C, como consolidou uma formaçã o e mostrou que a Seleção pode se moldar a depender do adversário.
Sem Raphinha, lesionado, Carlo Ancelotti promoveu Rayan à sua vaga e manteve a ideia central da vitória diante do Haiti: pontas explosivos atacando a profundidade a partir de um 4-3-3.
Brasil se consolida na Copa do Mundo com mudança na defesa
Diferente do esperado, a Escócia desmontou sua linha de cinco defensores das duas primeiras rodadas — que contava com dois laterais-esquerdos — e enfrentou o Brasil em um 4-2-3-1. O sucesso brasileiro passou, para além dos dois gols de Vinicius Júnior, por uma mudança tática sem a bola: a forma como se defendia, principalmente em bloco alto.
Uma das grandes questões da preparação brasileira para a Copa do Mundo foi a fase de pressão alta. Se por um lado Ancelotti conseguiu criar uma boa estrutura com seu 4-4-2 em bloco médio e baixo, defender alto era um mar de inconstâncias para o Brasil.
A Seleção teve dificuldades contra o Japão, que construía com três defensores, por conta da inferioridade numérica natural do 4-4-2. Também foi dominada pela França, na Data Fifa de março, justamente por isso. A própria estreia do Mundial, no empate contra Marrocos, foi assim: um time que subia, mas deixava espaços.