A Copa do Mundo 2026 termina histórica em todos os sentidos, desde a quantidade de times (48), passando pelo número também recorde de jogos realizados (104), o de países-sedes (três), pelos feitos individuais de nomes como Lionel Messi e Kylian Mbappé , pela final entre Espanha e Argentina , e, claro, pelo fato de ter sido a primeira desde 1970 sem controle da Globo sobre o que transmitir entre as opções disponíveis no Brasil. Não é pouca coisa. A Globo começou a transmitir Copas do Mundo quando elas passaram a ser transmitidas ao vivo para o Brasil, em 1970, na primeira edição ainda integrando um pool com outros canais, como a TV Tupi, Record e Bandeirantes.
Espanha x Argentina: Redação da Trivela escolhe campeão da Copa do Mundo 2026 Leia → De 1974 a 1998, a Globo sempre se destacou com a cobertura mais robusta tecnologicamente entre as emissoras filiadas à OTI (Organização da Televisão Iberoamericana), que era quem comprava os direitos com a Fifa e repassava aos canais. Entre 2002 e 2018, a Globo teve a exclusividade em todas as mídias garantida por contrato direto com a entidade máxima do futebol mundial. Nesse período, só transmitiu a Copa quem a Globo permitiu por meio de sublicenciamentos, como a Band em 2010 e 2014, na TV aberta, e canais como ESPN, BandSports e Fox Sports na TV paga entre 2006 e 2018.
O último título do Brasil, em 2002, só teve transmissões da Globo e do sportv. Enquanto isso estava no papel, soava como exagero de quem cobre mídia esportiva. “A Globo na ‘hora H’ vai comprar tudo”, diziam os mais desavisados. “A Globo não liga para isso, jamais iria transmitir 104 jogos e prejudicar a grade, e a Copa do Mundo está mais fraca com tantos times, vai ter muito jogo ruim”, diziam os mais atrasados. Allan Simon "> Allan Simon 17/07/2026 - 15:00 7 minutos de leitura