A crise migratória em Ceuta reacendeu o debate sobre a candidatura conjunta da Copa do Mundo de 2030 entre Espanha , Portugal e Marrocos . Segundo o jornal espanhol “El Confidencial”, partidos políticos dos dois países europeus passaram a defender uma reavaliação da parceria com o governo marroquino após os recentes acontecimentos na fronteira . A pressão ganhou força depois da entrada de milhares de migrantes em território espanhol por meio da cidade autônoma de Ceuta. De acordo com o veículo, a tragédia deixou quase 200 mortos entre pessoas que tentavam atravessar o mar até a Espanha.
Futebol ao vivo hoje: jogos do dia na TV e internet (29/07) Leia → Em Portugal, o partido de esquerda LIVRE afirmou que o país deveria abandonar a organização conjunta do Mundial ao lado do Marrocos. Para o porta-voz da legenda, Jorge Pinto, os acontecimentos recentes demonstram que Portugal não deveria estar associado à realização do torneio com o país africano. — O LIVRE fará tudo o que for possível para evitar que estejamos associados à organização do evento com um país que não demonstrou capacidade nem confiança — escreveu Pinto em uma publicação nas redes sociais. Na Espanha, o partido Sumar também passou a questionar a parceria.
O deputado Nahuel González classificou o Marrocos como um país que utiliza pessoas em situação de vulnerabilidade para atingir objetivos geopolíticos e defendeu que o Congresso solicite à Fifa, à Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) e ao governo português uma revisão do atual modelo de organização da Copa do Mundo de 2030. Disputa pela final da Copa do Mundo segue em aberto Além das críticas à candidatura conjunta, o “El Confidencial” destaca que continua indefinido o local da final do Mundial. Embora a decisão caiba exclusivamente à Fifa, cresce a disputa entre Espanha e Marrocos para receber a principal partida do torneio.
O presidente da RFEF, Rafael Louzán, reconheceu recentemente que o Marrocos deseja sediar a decisão, mas afirmou que isso não significa que a entidade atenderá ao pedido. Enquanto isso, em Madri, prefeitura, governo regional e Real Madrid defendem que a final seja realizada no modernizado Santiago Bernabéu. Segundo o jornal, o presidente do clube, Florentino Pérez, o prefeito José Luis Martínez-Almeida e a presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, estão alinhados na estratégia para levar a partida à capital espanhola. - - ↓ Continua após o recado ↓ - - Fifa nega acordo com Marrocos Nos últimos meses, rumores