A classificação da Espanha para a semifinal da Copa do Mundo ganhou um ingrediente extra poucos minutos após a vitória por 2 a 1 sobre a Bélgica , nesta sexta-feira (10), em Los Angeles. Autor de mais uma atuação segura, o time de Luis de la Fuente agora terá pela frente a França , dona do ataque mais temido do torneio. Mas, se os franceses chegam cercados de favoritismo pelo talento ofensivo, o retrospecto recente oferece motivos para que o técnico espanhol sustente um discurso de confiança. — A França ficará tão preocupada quanto nós. Somos o único time do mundo que conseguiu vencê-los em dois jogos consecutivos — afirmou De la Fuente, lembrando os triunfos por 2 a 1 na semifinal da Eurocopa de 2024 e por 5 a 4 na semifinal da Liga das Nações de 2025.
Copa do Mundo 2026 Cucurella: Cabelo como marca e consolidação surpresa na Espanha Leia → A frase pode soar como provocação, mas encontra respaldo dentro de campo. Afinal, nenhuma seleção tem entendido tão bem como limitar as virtudes francesas quanto a Espanha. Em um período em que o elenco de Didier Deschamps atropelou praticamente todos os adversários, foi justamente La Roja quem encontrou respostas para neutralizar seu jogo. O confronto da próxima terça-feira (14), tratado por muitos como uma decisão antecipada, colocará frente a frente duas seleções que preservaram boa parte da espinha dorsal dos últimos anos.
Rodri, Pedri, Dani Olmo, Lamine Yamal, Fabián Ruiz, Unai Simón e Cucurella seguem como referências espanholas. Do outro lado, Mbappé, Dembélé, Tchouaméni, Saliba, Upamecano e Maignan continuam formando a base francesa. Mais do que um novo encontro, trata-se da continuidade de uma rivalidade recente que passou a pender para o lado espanhol. Espanha encontrou o antídoto para a França O placar de 5 a 4 na Liga das Nações pode sugerir um equilíbrio maior do que realmente existiu.
Na prática, foi uma das exibições mais dominantes da Espanha na era De la Fuente. Em Stuttgart, La Roja construiu uma vantagem de 4 a 0 com um futebol envolvente, baseado em pressão pós-perda e enorme velocidade na circulação. A França simplesmente não conseguia recuperar a bola nem encaixar seus contra-ataques, principal arma da equipe. Mbappé diminuiu de pênalti, mas a resposta espanhola veio quase imediatamente, com o quinto gol.
Apenas nos minutos finais, quando a intensidade caiu e a classificação parecia encaminhada, os franceses reagiram até diminuir para 5 a 4. O resultado apertado acabou escondendo o domínio espanhol durante boa parte da partida. Em 2024, na semifina