Talvez o nome que melhor simbolize a classificação dramática da Argentina sobre Cabo Verde seja Lisandro Martínez. Em uma noite que exigiu muito mais da atual campeã do mundo do que qualquer um imaginava, o zagueiro participou diretamente de dois dos três gols da vitória por 3 a 2.
Lisandro mostrou personalidade nos momentos mais delicados da partida e reforçou uma percepção que acompanha a seleção argentina há anos: independentemente do momento vivido no clube, seu espaço na Albiceleste dificilmente entra em discussão.
A atuação ganha ainda mais peso quando colocada em perspectiva. O defensor desembarcou na Copa do Mundo cercado por dúvidas externas — não por falta de qualidade, mas pelas circunstâncias. Lisandro disputou apenas 19 partidas pelo Manchester United na temporada 2025/26, sendo titular em 14 delas. Conviveu com lesões, perdeu sequência e chegou ao Mundial em baixa.
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Mesmo assim, dentro da Argentina, praticamente não existia debate sobre sua convocação. A confiança construída ao longo do ciclo de Lionel Scaloni falou mais alto do que qualquer estatística recente. Para muitos argentinos, um Lisandro sem ritmo ainda era mais confiável do que praticamente qualquer alternativa disponível.
Contra Cabo Verde, essa convicção encontrou respaldo dentro de campo. A assistência para Messi no primeiro tempo e o gol anotado na prorrogação fizeram do camisa 6 um dos grandes responsáveis por evitar uma eliminação que teria contornos históricos.
Lesões nunca diminuíram prestígio de Lisando na Argentina Os últimos dezoito meses foram provavelmente os mais difíceis da carreira