Ao término da Copa do Mundo 2026, Cristiano Ronaldo parece ter disputado sua última Copa do Mundo por Portugal. O anúncio foi feito pelo próprio atacante depois da eliminação para a Espanha, nas oitavas de final. Enquanto Jorge Jesus será o responsável por comandar o novo ciclo da seleção lusa dentro de campo, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) tem um trabalho a fazer nos bastidores: lidar com a ausência midiática do camisa 7.
Ao jornal “A Bola”, Daniel Sá, diretor-executivo do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM), antecipou a queda abrupta de visibilidade, e consequentemente de receitas, da seleção portuguesa quando Cristiano Ronaldo decidir se aposentar. Aos 41 anos, o craque tem contrato até junho de 2027 com o Al-Nassr, cuja continuidade para além dessa data é incerta.
Mais do que sua importância como atleta, Cristiano Ronaldo acumula outras três variáveis que contribuem para sua visibilidade global: o lado influenciador, por ser a pessoa mais seguida nas redes sociais; o acúmulo de patrocinadores portugueses e internacionais; além de seu perfil investidor em múltiplas indústrias, tanto no futebol, quanto em outras áreas.
— É ele (CR7) quem lhes faz assinar vários contratos e ganhar muito dinheiro há mais de 20 anos. Obviamente, há mais do que Ronaldo no futebol português, mas a FPF deve explorar bem essa nova estratégia — alertou o CEO do IPAM.
A estratégia de Portugal para o futuro sem Cristiano Ronaldo
O caminho rumo ao Mundial de 2030 é ainda mais especial para Portugal, que será um dos países-sede do torneio ao lado de Espanha.