Lucas Paquetá se lesionou na vitória do Brasil contra o Japão , por 2 a 1, na segunda-feira (29). O jogo que garantiu a Seleção nas oitavas de final viu o meia deixar o campo no intervalo com dores no posterior da coxa e ser substituído por Endrick. Nesta terça (30), a CBF afirmou que o meia já está em tratamento intensivo, mas não deu uma data de recuperação. A entrada do atacante ex-Palmeiras foi situacional por conta da leitura de jogo de Ancelotti : mudou a proposta de um time que buscava, mas não conseguia, construir entrelinhas e atacar as costas da defesa, para uma equipe com mais foco nos lados do campo.
Mas pode ser que essa não seja a saída para o próximo jogo. Entre manter a ideia de controlar o jogo por dentro, voltar ao 4-2-4 ou priorizar pontas nos lados para jogadas individuais, Ancelotti tem diversas opções. Mas cada uma delas pode gerar um substituto diferente para Paquetá. Copa do Mundo 2026 Quem o Brasil pode enfrentar no mata-mata?
Read → Sai Paquetá: qual será o papel de Matheus Cunha na seleção brasileira? Com a entrada de Endrick contra o Japão, Matheus Cunha foi impactado: foi o camisa 9 quem assumiu o papel do meia do Flamengo. Cunha já havia sido esse meia pela esquerda no 4-3-3 antes, na vitória do Brasil contra a Croácia . A ideia mudou: de um time que queria atacar a profundidade e usar movimentos do falso nove e dos meias para congestionar o entrelinhas e liberar espaço nas costas da defesa, priorizou fixar a defesa com Endrick e buscar jogadas individuais e cruzamentos pelos lados.
Sem Paquetá, a Seleção teoricamente não tem mais esse meia associativo, que gosta de jogar com passes curtos e também entrega criatividade com lançamentos em profundidade e, principalmente, trabalho defensivo de qualidade. No fim, Gabriel Martinelli entrou para ser esse jogador que pressiona e volta para defender enquanto ainda é uma ameaça no ataque — e ainda fez o gol. Mas sem essa figura do meia criativo em curto espaço, o estilo do Brasil deve mudar. E quem é mais impactado é Matheus Cunha: pode se manter como centroavante, pode se tornar o substituto no meio-campo ou até mesmo virar reserva.
Cunha é o melhor falso nove do time, mas sem um meia de associação curta e dinâmico como Paquetá, pode ser que a dinâmica de um falso nove não faça tanto sentido. E mesmo que ele também possa ser um meia, é possível que Danilo Santos, por exemplo, ganhe espaço como um segundo-volante que pisa na área e ainda seja feroz defensivamente. No fim, tudo depende da ideia que Ancel