A Espanha campeã mundial sobre a Argentina neste domingo (19) veio com uma atuação de absoluto controle, que é marca de seu futebol. Para dominar tanto, precisa de um meio-campo acima da média, como foi o formado por Rodri , Fabián Ruiz e Dani Olmo , mesmo trio do título da Eurocopa há dois anos . Ao mirar o futuro, porém, dá para dizer que pode ser o setor que mais precise de uma reformulação no próximo Mundial, em 2030, quando terá a maioria dos jogos em território espanhol, dividindo a sede com Marrocos e Portugal — além de uma partida em Paraguai, Argentina e Uruguai. Como a Argentina pode projetar o futuro sem Messi após vice na Copa do Mundo Leia → Rodri, Ruiz e Olmo manterão o alto nível depois dos 30?
Tanto Rodrigo, melhor jogador da Copa, quanto Ruiz têm 30 anos. O volante do Manchester City, que sofreu uma grave lesão ligamentar em 2024, tem uma carreira como extraclasse na posição e não é impossível imaginá-lo em mais um Mundial. Sergio Busquets, ídolo espanhol e da mesma função, fez sua última Copa justamente aos 34. Para Fabián, um jogador mais físico, de chegada à área e condução, pode ser mais difícil se manter no mesmo nível, ainda mais por seu histórico de lesões musculares recentes — na última temporada passou mais de quatro meses fora por problemas físicos.
Já Olmo, atualmente com 28, pode chegar à próxima Copa ainda importante, mas talvez não no Barcelona, onde a todo momento emerge uma nova joia no meio-campo. Mikel Merino está na mesma idade de Rodri e Ruiz, o que pode complicar sua presença pelo tanto de talento que a Espanha, por seu legado na posição, revela. Presentes nesta Copa, Pedri tem apenas 23 anos; Pablo Gavi, 21; e Martín Zubimendi, de perfil mais próximo ao de Rodri, 27. Fermín Lopez (23, só fora do Mundial por lesão), Marc Bernal (18), Pablo Barrios (23), Thiago Pitarch (18) e Nico González (24) são alguns dos nomes que devem emergir para o ciclo até 2030. - - ↓ Continua após o recado ↓ - - Ataque continuará com Lamine Yamal como craque Aos 19 anos e campeão do mundo, Lamine Yamal deve ter no mínimo mais três Copas do Mundo liderando tecnicamente a equipe.
As companhias dele nos lados do ataque não devem mudar muito do que foi neste Mundial, pois Alex Baena (25), Nico Williams (24), Víctor Muñoz (23) e Yéremy Pino (23) têm condições de estarem no Mundial em casa. Entre quem ficou de fora da lista final, chamam atenção nomes como Alberto Moleiro (22) e Jesús Rodríguez (20).