Após 120 minutos de tentativa, erro e, finalmente, acerto, a Espanha saiu com o bicampeonato mundial. Neste domingo (19), a Roja bateu a Argentina por 1 a 0 no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, e se sagrou vencedora da Copa do Mundo 2026.
O gol solitário da decisão foi de Ferran Torres. A seleção espanhola dominou três dos quatro tempos, martelou a defesa argentina e obrigou várias defesas de Emiliano Martínez até, finalmente, furar o bloqueio.
No primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação, Pedro Porro levantou para Nico Williams desviar e Torres marcar. O futebol nem sempre é justo, mas, dessa vez, foi.
A Argentina não chutou uma vez sequer até os 117 minutos, não teve alternativas para acionar Lionel Messi e foi merecidamente derrotada. Pela primeira vez desde 1966, quando começaram os registros estatísticos das Copas do Mundo, um time passou tanto tempo sem finalizar.
Espanha expõe que é um coletivo contra uma Argentina muito individual.
O domínio da bola pela Espanha era esperado. Só não havia a expectativa de que só um lado jogasse. A Fúria, sem precisar de um grande dia de seu maior craque, Lamine Yamal, deu um banho coletivo nos argentinos.
Pressionava a saída de bola argentina e sempre conseguia seu objetivo: roubar a bola ou forçar um lançamento, o que não é o melhor para o estilo de jogo sul-americano.
Quando tinha a bola, a superioridade numérica no meio-campo com Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo, além das movimentações de Mikel Oyarzabal e Alex Baena para dentro.
Enzo Fernández e Alexis Mac Allister ficaram expostos e ganharam ajuda de Leandro Paredes só a partir do intervalo, o que não mudou o cenário do jogo.
Faltou, porém, o passe final. Das 11 defesas de Dibu Martínez, apenas uma foi difícil. A Espanha encontrou o caminho para a vitória na prorrogação.