Espanha criou identidade própria com o que tinha de melhor à disposição O colunista da Trivela ressaltou a visão do futebol espanhol olhar para si no início do século XXI e responder duas perguntas cruciais: “quem somos?” e “qual o tipo de jogador a gente tem e que dá para aproveitar?” . A resposta teve partipação especial de Johan Cruyff , que moldou a identidade do Barcelona e da seleção . — É realmente impressionante como a Espanha criou uma cultura futebolística, com uma peça chave neerlandesa: a influência de Johan Cruyff no Barcelona, que é (a síntese) do que a seleção vem fazendo nos últimos anos — continuou Tim Vickery.
A máxima de Cruyff era simples: “se você tem a bola, o rival não pode te marcar” . Essa premissa moldou a formação dos jogadores em La Masia, priorizando meio-campistas de toques curtos , e inspirou a filosofia de Pep Guardiola , que transformou o tiki-taka de seu Barça em uma cultura da seleção nacional. Nomes como Luis Aragonés , Vicente del Bosque e Luis Enrique deram sequência a esse modelo em La Furia, que também foi seguido desde as seleções juniores. De la Fuente, que assumiu o sub-19 da Espanha em 2013 e construiu sua carreira subindo nas categorias de base até o time principal, em 2022, manteve a fórmula do sucesso.
A Espanha, um país de línguas e características diferentes, soube unir sua diversidade ao redor de um propósito coletivo, abraçado pelos demais clubes. Não à toa, a seleção ergueu três taças da Eurocopa (2008, 2012 e 2024) e duas do Mundial (2010 e 2026) com gerações talentosas, sobretudo no setor intermediário. — A Espanha, capaz de produzir tantos meio-campistas de toques e leitura de jogo, acabou baseando sua identidade ao redor desse perfil. É o triunfo de uma ideia, e isso é digno de elogios — concluiu Vickery. Etiquetas Seleção espanhola Matheus Cristianini "> Matheus Cristianini 20/07/2026 - 15:00 2 minutos de leitura