Não é possível explicar o sentimento de chegar a mais uma final. A emoção de estar perdendo e virar em 10 minutos é inacreditável. Isso é Argentina. Estar em outra final é quase impossível de acreditar.
BUENOS AIRES (ARGENTINA) – O sentimento do torcedor Alexander Barrientos definiu o que tem sido o futebol para os argentinos recentemente. A Albiceleste viveu uma noite mágica na história do seu futebol, nesta quarta-feira (15), após se classificar à final da Copa do Mundo pelo segundo ciclo consecutivo. A virada por 2 a 1 sobre a Inglaterra na semifinal foi carregada de tensões dentro e fora de campo , onde a equipe comandada por Lionel Scaloni precisou se reinventar mais uma vez, como fez durante toda a campanha, para buscar a vitória. Mas o antídoto usado pelo técnico já era conhecido, inclusive pelos rivais.
Com um elenco que ainda conta com veteranos sendo decisivos e demonstrando liderança, foi dessa forma que os argentinos conseguiram superar especialmente Cabo Verde e passar pelo sufoco contra o Egito, além da Suíça na reta final do confronto . Mas a última, no entanto, com um sofrimento um pouco menor. O duelo contra a Inglaterra, contudo, nunca foi somente sobre o jogo . Para além da Guerra das Malvinas, que ainda deixa cicatrizes, a Argentina, comandada pelo presidente Javier Milei, também vive uma crise que resultou no desgaste político e social.
Para Aldana Fernandez, a seleção trouxe uma alegria necessária para o povo argentino. Mas a torcedora enfatizou que é um alívio temporário, já que a Albiceleste ainda terá que enfrentar uma Espanha confiante na grande decisão. — Estamos passando por um momento político terrível na Argentina. Necessitávamos dessa alegria como povo. Estamos muito contentes porque temos um povo que resiste.
A expectativa para a final é apoiar essa equipe que nos dá tudo. É um jogo contra a Espanha, de quem fomos colônia, é muito alta a expectativa, mas é uma partida de futebol — destacou. Se por um lado é permitido sonhar, por outro, também é importante manter os pés no chão. É assim que Estanislao Baca, depois de uma trajetória mais sofrida vivida pela Argentina nessa edição do torneio enxerga a final contra a La Roja.
Isso porque a partida contra Cabo Verde deixou lições. — Uma felicidade que não é possível nem explicar, é preciso sentir. Vamos defender o título. Sobre a final, não podemos subestimar nenhum rival, precisamos ser humildes, mas podemos ganhar de qualquer um. Cabo Verde mostrou que todos são difíceis, mas podemos ganhar a final —