A França passou boa parte desta Copa do Mundo sustentada pela força de suas estrelas. A cada vitória, os holofotes recaíam sobre Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise, trio responsável por desequilibrar partidas e alimentar o favoritismo francês ao título.
Mas torneios desse tamanho costumam reservar um teste definitivo: o dia em que o talento individual deixa de ser suficiente. Nesta terça-feira (14), em Dallas, esse momento chegou.
Diante de uma Espanha dominante, segura e absolutamente fiel à própria identidade, a seleção francesa foi derrotada por 2 a 0, deu adeus ao Mundial e viu justamente suas principais estrelas desaparecerem quando mais eram necessárias.
O placar levou a Espanha à decisão da Copa do Mundo pela primeira vez em 16 anos, mas contou apenas parte da história: o domínio espanhol foi amplo e impressionante.
A equipe comandada por Luis de la Fuente monopolizou a posse de bola, controlou os espaços, acelerou quando precisava e desacelerou quando o jogo pedia calma.
Fez a França correr atrás da bola, perder confiança e, principalmente, perder a capacidade de construir qualquer reação.
Protagonistas da França são ‘engolidos’ por coletivo espanhol
Muito se falou, ao longo do torneio, sobre a “Copa dos protagonistas”. Era a competição de Mbappé, de Dembélé, de Olise e das individualidades capazes de resolver partidas praticamente sozinhas.
A França parecia representar perfeitamente essa ideia. Afinal, sempre existia um talento capaz de desequilibrar.
O problema é que a Espanha soube exatamente como retirar esse conforto.
A Fúria transformou a posse de bola em mecanismo de defesa e ataque ao mesmo tempo.
Circulou a bola com naturalidade, ocupou todos os setores do campo e