O sonho do hexa foi adiado, mais uma vez. A eliminação da seleção brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo significa o maior jejum do torneio desde que fomos campeões pela primeira vez, em 1958. Carlo Ancelotti e jogadores têm sua parcela de culpa , mas a CBF é a grande responsável pelo vexame . O caminho rumo à América do Norte foi esburacado do início ao fim.
Meses antes do torneio no Catar, em 2022, Tite já havia comunicado a entidade que não continuaria no cargo para o ano seguinte. Mesmo assim, a CBF não preparou um planejamento adequado para facilitar a nova era da Amarelinha. Como resultado, o Brasil viveu seu pior ciclo de Mundial na história : não levantou um título sequer; Eliminado nas quartas de final da Copa América ; 5º lugar nas Eliminatórias Sul-Americanas ; Quatro treinadores diferentes. Era improvável que o resultado na principal competição da Fifa fosse diferente.
Os 4 erros do Brasil na vexatória eliminação para a Noruega na Copa do Mundo Leia → Tarefas da CBF para a seleção brasileira ter melhores condições em 2030 Para 2030, a entidade máxima do futebol brasileiro precisa corrigir seus erros para que a Seleção tenha chances de retomar seu protagonismo em Copa. E a Trivela enumera as principais atribuições da CBF para não repetir os mesmos problemas. Instabilidade política É verdade que a entidade quase sempre teve bastidores turbulentos , mas a instabilidade política dos últimos anos influenciou diretamente o que aconteceu dentro de campo. Ednaldo Rodrigues começou em 2021 como presidente da CBF após assumir provisoriamente no lugar de Rogério Caboclo , afastado por acusação de assédio sexual e moral por uma funcionária .
A eleição de março de 2022 confirmou o mandato do dirigente até 2026 com ampla maioria dos votos, porém, ele não preparou o novo ciclo de Copa do Mundo adequadamente. Enquanto a seleção brasileira estava perdida com tantas trocas na comissão técnica, Ednaldo enfrentava novos imbróglios jurídicos . Primeiro, em dezembro de 2023, o presidente da entidade máxima do futebol brasileiro foi destituído do cargo pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Naquele momento, Ednaldo Rodrigues havia prometido que iria atrás de Carlo Ancelotti para a Amarelinha, mas o italiano acabou renovando com o Real Madrid .
Em janeiro do ano seguinte, o mandatário retornou ao poder por liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes . No início de 2025, o Ministério Público do Rio de Janeiro aceitou o aco