Na estreia do Grupo K da Copa do Mundo , a Colômbia não decepcionou e venceu o Uz b equistão por 3 a 1. Na terça-feira (23), às 23h (horário de Brasília), no Estádio Akron, a seleção de Néstor Lorenzo encara a República Democrática do Congo , que conseguiu um empate surpreendente com Portugal por 1 a 1. Os Leopardos montaram um bloqueio que anulou completamente o poder de ataque dos Lusos. Contudo, os Cafeteros têm condições mais favoráveis para infiltrar a provável retranca montada por Sebastien Desabre , cuja solução passa por aquilo que o time de Roberto Martínez não conseguiu impor: mobilidade no último terço .
Estilo de jogo da Colômbia contrasta com de Portugal Até por ter tantos bons passadores no meio-campo, a seleção portuguesa tem um estilo de jogo mais paciente , circulando a bola de um lado para o outro até encontrar os espaços. Ciente disso, os congoleses montaram uma primeira linha com cinco defensores , além de compactar a marcação em bloco baixo . A falta de agressividade dos Lusos contribuiu para a ausência de criatividade no último terço, cuja lentidão na construção ajudou os Leopardos a manterem sua organização defensiva. Só que esse roteiro não deve se repetir com a seleção colombiana, que é muito mais fluída e objetiva em momentos de posse.
Os Lobos Brancos também entraram em campo dispostos a se defender em um 5-2-3 , mas a Colômbia conseguiu criar os espaços com muita movimentação , o que puxava defensores e permitia o avanço de companheiros para finalizar em melhores condições de marcar. Segundo o “SofaScore”, os Cafeteros chutaram 15 vezes contra os uzbeques, com nove jogadores diferentes , enquanto Portugal finalizou sete vezes contra a RD Congo, com quatro atletas distintos . A estatística ajuda a comprovar que o time de Lorenzo é imprevisível para invadir a grande área adversária, com muitas peças podendo gerar perigo. - - ↓ Continua após o recado ↓ - - RD Congo pode sofrer nas alas As características dos jogadores colombianos também diferem dos Lusos.
Também com qualidade no meio-campo, o combinado sul-americano reúne alternativas de drible e velocidade nas pontas , enquanto a seleção europeia sofre com a falta de atletas com capacidade de desequilibrar em jogadas de 1 x 1 nos flancos. Os Leopardos impediram a progressão pelo centro da equipe portuguesa, cujo setor é o mais forte. Por outro lado, a seleção colombiana consegue verticalizar seu jogo pelos lados do gramado, contando com os apoios dos laterais