A eliminação diante da Suíça nas oitavas de final da Copa do Mundo foi dolorosa para a Colômbia , mas não pode ser considerada um acidente. Os colombianos caíram apenas nos pênaltis, é verdade, após um empate sem gols em Vancouver. Ainda assim, a despedida deixou uma sensação inevitável: a equipe chegou mais longe do que o desempenho ofensivo permitia. Durante boa parte do torneio, a Colômbia deu sinais de que poderia sonhar alto.
Estreou com vitória por 3 a 1 sobre o Uzbequistão , superou a RD Congo por 1 a 0 , terminou na liderança do Grupo K ao empatar sem gols com Portugal — em uma atuação na qual foi superior durante praticamente todo o jogo — e passou por Gana nos 16 avos de final graças a um gol cedo de Jhon Arias e uma enorme entrega coletiva. Copa do Mundo 2026 Simulador da Copa do Mundo: Veja possível chaveamento Leia→ O caminho parecia desenhado para uma campanha ainda mais longa. A Suíça, embora extremamente organizada, era vista como um adversário acessível para uma seleção que terminara a fase de grupos invicta e em ascensão.
A resposta em campo, porém, foi decepcionante. A Colômbia produziu pouco, criou menos do que se imaginava e viu seu principal problema ao longo da competição voltar a aparecer justamente quando não havia margem para erro. O curioso é que a Copa colombiana acabou sendo marcada por uma inversão de expectativas. O ataque, setor que desembarcou cercado de elogios e expectativas, jamais conseguiu corresponder.
Já a defesa, vista com desconfiança antes do torneio, transformou-se na principal fortaleza da equipe de Néstor Lorenzo. Ataque da Colômbia não fez o que se esperava dele Muito se falava sobre o potencial ofensivo colombiano antes da Copa do Mundo. E havia motivos para isso. Luis Díaz chegava como um dos pontas mais respeitados do futebol europeu.
Luis Suárez desembarcava após uma temporada histórica pelo Sporting , com impressionantes 38 gols em 53 partidas. Arias havia recuperado a boa fase no Palmeiras , enquanto James Rodríguez seguia sendo uma referência técnica quando vestia a camisa da seleção. Na prática, porém, esse ataque jamais funcionou como um conjunto. Luis Díaz foi, talvez, o melhor retrato dessa frustração.
Entrega nunca lhe faltou. Correu, pressionou, voltou para marcar, buscou o jogo por dentro e pelos lados e tentou desequilibrar em praticamente todas as partidas. Mas um jogador de seu tamanho costuma ser medido pelos momentos decisivos, e eles apareceram pouco. O gol marcado na estreia acabou sendo sua única participação direta nas redes durante toda a campanha.
Já Luis Suár