A Espanha segue sua trajetória na Copa do Mundo com um futebol mais eficiente do que necessariamente vistoso. Invicta, com cinco vitórias seguidas, eliminou a Bélgica na última sexta-feira (10) e agora enfrenta a França na semifinal, confronto entre quem eram considerados os dois favoritos antes da competição iniciar. Se o lado francês tem muitas certezas, com um futebol ofensivo e vibrante por um quarteto mágico de atacantes, os espanhóis contam com uma dúvida importante no que melhor ilustra seu estilo de jogo: o meio-campo . Há uma disputa aberta entre Pedri e Fabián Ruiz para ver quem será o terceiro no setor, formado provavelmente por Rodri e Dani Olmo .
Ruiz foi titular contra os belgas e entregou: surgiu, como elenco surpresa na área, para completar rebote do goleiro e abrir o placar. “O Fabián está treinando muito bem, assim como o Pedri, mas qualquer um dos dois poderia jogar”, justificou De la Fuente ao “DAZN”. Antes, Pedri tinha iniciado todos os jogos, mas com desempenho abaixo, muito longe do jogador influente e decisivo para a forma do Barcelona jogar. Inclusive, o trio que venceu os belgas foi o que conquistou a Eurocopa em 2024 , com todos em altíssimo nível, enquanto o meia do Barça estava lesionado. A situação antes da partida contra a França, naturalmente, apontaria para um favoritismo do Ruiz pelo gol.
No entanto, o contexto da partida pode ser ideal para Pedri voltar. Espanha precisará do controle de Pedri contra a França A seleção francesa encanta na Copa do Mundo. Segura na defesa, tem qualidade de sobra no ataque com Kylian Mbappé, Michael Olise, Ousmane Dembélé e Dérisé Doué (ou Bradley Barcola). Venceu todas as partidas na campanha e marcou 16 gols, metade só de seu centroavante, que igualou Lionel Messi como maior artilheiro da história das Copas.
Há caminhos para tentar pará-los. Na retranca, o Paraguai os segurou por mais de 60 minutos . A outra forma, da maneira espanhola, seria tirar a bola deles. Rodar a posse para atacar e também para se defender.
Para isso, pensando nas características dos meias, Pedri entregaria justamente mais controle e capacidade de reter a bola. O jovem do Barça, com seus 1,74m, é o típico meia espanhol distribuidor: dá a primeira opção de passe aos zagueiros, tem uma grande qualidade no passe curto e longo e, principalmente, é ótimo em escapar de pressões. Pensando em como a França deve subir a marcação para roubar a bola no campo de ataque, faz ainda mais sentido pensar no camisa 20. Por sua influência com a posse, Pedri é um meia capaz de entregar uma atuação com 130 ações co