A Espanha cumpriu a primeira missão na Copa do Mundo, mas ainda não convenceu. A vitória por 1 a 0 sobre o Uruguai, nesta sexta-feira (26), em Guadalajara, garantiu a liderança do Grupo H e a classificação para os 16 avos de final com sete pontos. O desempenho, porém, reforçou uma impressão que acompanha La Roja desde o início do torneio: o favoritismo permanece mais na teoria do que no futebol apresentado. As críticas surgiram logo na estreia, quando a equipe de Luis de la Fuente esbarrou em Cabo Verde e ficou no empate sem gols. A resposta veio de forma contundente na rodada seguinte, com a goleada por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita, resultado que parecia indicar o início da engrenagem espanhola. Contra o Uruguai, entretanto, o cenário voltou a ser de dificuldades. Pressionada por um adversário que precisava vencer para seguir vivo, a Espanha encontrou um jogo físico, intenso e de constantes interrupções. Longe da circulação de bola que costuma caracterizar sua identidade, criou pouco: foram apenas seis finalizações, somente uma na direção do gol. Ainda assim, encontrou uma virtude importante para quem sonha alto em mata-matas: soube vencer sem controlar o jogo do início ao fim. Espanha ainda busca recuperar sua melhor versão Luis de la Fuente fez questão de destacar justamente esse aspecto após a partida. Para o treinador, a seleção mostrou que consegue se adaptar a um contexto completamente diferente daquele que normalmente procura impor. — Foi uma partida que nos testou mais uma vez. Tivemos que jogar uma partida com esse nível de intensidade, com esse nível de
pressão. Mostramos que podemos jogar e vencer nesse tipo de jogo, o que é importante para o nosso crescimento.