A Inglaterra sofreu para conquistar a classificação às oitavas de final da Copa do Mundo . Nesta quarta-feira (1º), contra a República Democrática do Congo , a seleção precisou do brilhantismo de Harry Kane para assegurar a virada por 2 a 1 no Estádio de Atlanta, na Géorgia . A partir do desempenho do centroavante e maior artilheiro dos Três Leões em Mundiais é possível notar algo comum a todos os jogos até aqui: a dependência de Thomas Tuchel nas estrelas. Kane não é o único salvador da Inglaterra, mas é aquele que mais se destacou até aqui na competição , com cinco gols em quatro jogos.
Outra referência na seleção é Jude Bellingham, camisa 10 e meio-campista do Real Madrid. A dupla é responsável diretamente por marcar sete dos oito gols dos ingleses nesta Copa do Mundo — somente Marcus Rashford, na estreia diante da Croácia , foge à regra. Copa do Mundo 2026 Simulador da Copa do Mundo: Veja possível chaveamento Leia→ Quando Kane e Bellingham não conseguiram resolver diante da Gana, a Inglaterra não saiu do empate sem gols na Copa do Mundo. Era por esta via que caminhava o duelo nos 16-avos diante da RD Congo, até os minutos finais da segunda etapa.
Mesmo com a classificação, volta a questão: por que Tuchel não consegue dar fim à dependência em suas duas principais estrelas? Inglaterra não consegue ter alternativas ao poder ofensivo de Kane e Bellingham Kane e Bellingham lideram a artilharia por um motivo, além da tática adotada por Tuchel: são os dois melhores jogadores e finalizadores da seleção. Contra o Panamá, o atacante do Bayern de Munique em sua segunda finalização da partida; em contrapartida, Rashford, titular naquela ocasião, enfileirou chances desperdiçadas e não foi capaz de tirar o zero do placar. A Inglaterra tem na dupla um poder de decisão que se assemelha a Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise, da seleção francesa e outra favorita ao título mundial.
Em uma tarde pouco inspirada, como aquela diante da RD Congo, Kane não se abateu e carregou os companheiros à virada. Tuchel, no entanto, sabe que esse esquema pode não surtir efeito caso a dupla seja anulada. Por isso, apostou em Rashford contra o Panamá e a RD Congo; nos 16-avos de final, também utilizou Noni Madueke para ampliar o poder de fogo no meio-campo. Bukayo Saka, Anthony Gordon e Morgan Rogers também foram testados ofensivamente, mas não deram o resultado esperado ao treinador. — É preciso lidar com as situações à medida que elas surgem.
A partida (contra a RD Co