Vinicius Júnior cravou sua posição como o protagonista da seleção brasileira ao fim da fase de grupos da Copa do Mundo . Foram quatro gols e uma assistência do camisa 7, decisivo nas vitórias sobre Haiti e Escócia e no empate com M arrocos . Há outros destaques ofensivos na equipe comandada por Carlo Ancelotti, como Matheus Cunha e Bruno Guimarães . Na defesa, porém, é unânime: ninguém jogou como Douglas Santos .
O lateral-esquerdo pouco midiático, “esquecido” pelo público brasileiro por atuar no Zenit, da Rússia, mostrou-se uma opção absolutamente segura em uma posição que sofreu para ter um nome consolidado nos últimos anos. O paraibano de 32 anos foi uma surpresa de Carlo Ancelotti na segunda convocação do italiano no comando do Brasil, em setembro do ano passado. Santos não era chamado desde 2016, mas, quando voltou e foi titular contra o Chile, fez um bom jogo que o credenciou para se firmar em todas as listas seguintes, menos em novembro, quando estava lesionado. Esse caminho levou o lateral à Copa do Mundo de 2026.
Nas três partidas dos grupos, em diferentes papéis, foi importante e merece ser valorizado. Douglas Santos se destaca pela segurança na seleção brasileira O papel de Douglas Santos não remete aos grandes da posição na história do futebol brasileiro. A ideia do jogador do Zenit é ser uma sustentação de um lado do campo onde está Vini Jr, o melhor jogador do time, sem grandes aventuras no campo de ataque. — A gente tem conversado bastante no lado esquerdo para que Vinicius possa ter a liberdade de jogar o grande futebol que ele sabe jogar. […] Espero sempre poder exercer a minha função da melhor maneira possível, que é marcar , e ele, no ataque, possa fazer gol — assumiu em entrevista coletiva na semana passada.
Na primeira partida, com o camisa 7 fixo na linha lateral como ponta, o lateral ficou na maior parte do tempo próximo à base da jogada, alinhado aos zagueiros, e foi decisivo para a saída de bola sufocada pela pressão de Marrocos. Em um mar de más atuações, só se salvaram os dois homens do lado esquerdo. O ala, com seu papel criativo, terminou como o líder em tentativas de passes que quebram linhas de marcação adversárias (20), acertando 17. Sem a bola, também ficou no topo da lista em recuperações de bola (oito) e em pressões diretas em rivais.
Os dados são da Fifa. — A comissão técnica pediu para eu ser o mesmo jogador que vinha sendo no clube: competitivo, equilibrado defensivamente e participando ofensivamente quando necessário . O professor Ancelotti p