A França eliminou o Marrocos nesta quinta-feira (9) e passou para a semifinal da Copa do Mundo com uma vitória tranquila por 2 a 0. Chegando à sua terceira semi consecutiva, o time de Didier Deschamps parece ter encontrado o ápice da sua geração. É um time que parece imbatível nesse momento. Os franceses têm o melhor ataque, são os líderes em chances criadas e bolas na trave.
Do outro lado, só sofreram dois gols e não foram vazados em quatro dos seis jogos do Mundial. Parece um time equilibrado ao extremo e é difícil encontrar fragilidades. E a percepção é real: a França praticamente não tem defeitos. Mas se há um ponto que os adversários podem prestar atenção é em uma substituição que pode ter passado despercebida — a mudança na lateral-esquerda do time.
Copa do Mundo 2026 Simulador da Copa do Mundo: Veja possível chaveamento Leia→ Atacar o lado esquerdo da França deveria ser prioridade na Copa do Mundo Lucas Digne tem sido o titular na lateral-esquerda francesa, mas começou a Copa do Mundo no banco. Theo Hernández era o titular e perdeu a vaga, principalmente por desempenho abaixo do esperado. Era o elo fraco do time com e sem bola. A estreia contra Senegal foi o jogo em que a França mais sofreu na Copa, e ainda assim venceu por 3 a 1.
Mas poderia ter saído perdendo ainda no primeiro tempo, com duas chances perdidas por Nicolas Jackson e Ismaila Sarr em contra-ataques. O gol senegalês saiu somente nos acréscimos, quando já estavam derrotados, mas saiu justamente pelo lado esquerdo da defesa francesa. Digne é um defensor melhor que Theo, mas ainda não tem a mesma capacidade de Jules Koundé, o lateral-direito. É mais baixo e menos impositivo fisicamente e, por mais que seja trabalhador para pressionar e recuar em transição, pode sofrer em situações de um contra um.
Por isso, o que parece ser a melhor forma de machucar a seleção francesa é justamente apostar em duelos individuais pelo lado direito do ataque. Principalmente por ser uma região que, defensivamente, começa com Kylian Mbappé, menos apto à função (apesar dos bons momentos de pressão), e Desiré Doué, também mais frágil defensivamente. Adrien Rabiot tem feito bom papel ajudando na cobertura desse setor e William Saliba tem mesclado a defesa à área e a atenção ao meio-espaço para jogadores que queiram buscar o entrelinhas. Mas, isolado, Digne pode ser o alvo a ser atacado na defesa francesa.
A questão é que nenhum de seus adversários conseguiu fazer isso. Depois de Senegal, que fez um bom jogo com a posse no primeiro tem