A Copa do Mundo de 2026 já tinha uma polêmica antes de começar: o clima. A onda de calor que atinge parte dos Estados Unidos prometia transformar os jogos em um enorme teste de resistência para jogadores, árbitros e torcedores. E foi isso que aconteceu na vitória da França sobre o Paraguai , neste sábado (4). O duelo das oitavas, marcado para a Filadélfia, foi o mais preocupante até o momento.
A previsão apontava temperatura de até 38°C, com sensação térmica entre 41°C e 46°C. No gramado, a situação pode ser ainda pior: a superfície pode ultrapassar os 43°C, criando um cenário extremo mesmo com a utilização de grama natural, exigência da Fifa para todos os estádios do torneio. Copa do Mundo 2026 Quem o Brasil pode enfrentar no mata-mata? Read → O problema vai além do desconforto.
Especialistas em medicina esportiva alertam que atuar nessas condições aumenta significativamente o risco de queda de rendimento, desidratação, lesões e até doenças graves relacionadas ao calor. Paraguai e França sofrem com o calor na Copa do Mundo Antes mesmo do início do Mundial, pesquisadores enviaram uma carta aberta à entidade pedindo protocolos mais rígidos para partidas disputadas em temperaturas extremas, incluindo pausas mais longas para hidratação e critérios mais conservadores para adiar jogos. Atualmente, o sindicato mundial dos jogadores (FIFPro) defende limites mais baixos do que aqueles adotados pela entidade.
Durante uma partida de futebol, o organismo já trabalha próximo do limite. Em uma Copa do Mundo disputada sob calor intenso, esse esforço aumenta drasticamente. Segundo especialistas consultados pelo site inglês “The Athletic”, o principal risco é a elevação da temperatura interna do corpo. Normalmente, ela gira em torno de 37°C, mas atletas de elite podem ultrapassar os 39°C durante partidas de alta intensidade.
Quando o ambiente externo se aproxima dessa temperatura, ou até a supera, o corpo encontra cada vez mais dificuldade para dissipar o calor produzido durante o exercício. A primeira resposta fisiológica é ampliar o fluxo de sangue para a pele. É por isso que jogadores ficam com o rosto avermelhado durante partidas muito quentes. Na sequência entra em ação o suor, que funciona como o principal mecanismo de resfriamento.
O detalhe é que não é o suor em si que reduz a temperatura corporal, mas sua evaporação. Em ambientes muito úmidos, esse processo se torna menos eficiente, fazendo com que o organismo re