A superação da Inglaterra, para mim, é maior do que a superação da Argentina. No sentido que, o grande jogo foi contra o México, lidando com altitude. A Inglaterra conseguiu superar o México com a bola, e depois, mais que meia hora com 10 jogadores em campo, superando com o coração. Então, mostrou os dois lados. A partir daquele momento, acho que a seleção inglesa engrenou.
No sábado (11), a Inglaterra derrotou a Noruega por 2 a 1, na prorrogação, em Miami, enquanto a Argentina também precisou do tempo extra para vencer a Suíça por 3 a 1, em Kansas City. Agora, as duas potências voltam a dividir o mesmo palco em uma semifinal que carrega não somente o peso esportivo, mas também décadas de rivalidade e capítulos inesquecíveis da história do futebol.
Inglaterra enfrentou obstáculos mais pesados no mata-mata? A análise de Tim Vickery parte do contexto de cada campanha. Embora tanto Inglaterra quanto Argentina tenham precisado conviver com partidas extremamente equilibradas e momentos de sofrimento, o jornalista entende que os ingleses encararam desafios mais complexos ao longo do mata-mata.
A classificação sobre a República Democrática do Congo, logo na fase de 16 avos de final, já serviu como um primeiro teste de caráter. A Inglaterra saiu atrás no placar e viu a eliminação se aproximar até Harry Kane assumir o protagonismo nos minutos finais e marcar duas vezes para virar a partida por 2 a 1.
O verdadeiro divisor de águas, porém, aconteceu na fase seguinte. Diante de um Estádio Azteca completamente tomado por torcedores mexicanos, em meio à altitude, a Inglaterra conseguiu superar o México com a bola e, mais que meia hora com 10 jogadores em campo, superando com o coração.
Agora, a Inglaterra enfrentará a Argentina na semifinal da Copa do Mundo. Será um confronto emocionante, cheio de rivalidade e história. Quem sairá vitorioso?