Nem Cristiano Ronaldo , nem Bruno Fernandes . O protagonista da classificação de Portugal às oitavas de final da Copa do Mundo foi um jogador que, durante boa parte dos últimos anos, acostumou-se a conviver com um papel secundário. Gonçalo Ramos saiu do banco de reservas para marcar o gol da vitória por 2 a 1 sobre a Croácia , nesta quinta-feira (2), em Toronto, e recolocou seu nome no centro das atenções do futebol português. O roteiro tem algo de familiar.
Não é a primeira vez que o centroavante aparece justamente quando a equipe mais precisa. Embora nunca seja tratado como protagonista, Ramos construiu uma reputação silenciosa de decidir partidas importantes. Pode não ser o atacante mais refinado tecnicamente, nem aquele capaz de produzir lances espetaculares com frequência, mas dificilmente deixa de oferecer o que se espera de um camisa 9: presença de área, leitura dos espaços e faro de gol. Copa do Mundo 2026 Simulador da Copa do Mundo: Veja possível chaveamento Leia→ Sua trajetória recente, porém, fez muita gente esquecer dessas virtudes.
Depois de despontar no Benfica , o atacante passou duas temporadas no Paris Saint-Germain convivendo com poucos minutos e status de reserva. O mesmo aconteceu na seleção portuguesa, onde quase sempre esteve atrás de Cristiano Ronaldo na disputa por uma vaga entre os titulares. As críticas passaram a acompanhar sua convocação, e não faltaram questionamentos sobre sua capacidade para ser uma alternativa confiável em jogos grandes. Contra a Croácia, bastaram poucos minutos em campo para responder.
Gonçalo Ramos reforça principal trunfo da carreira A entrada de Gonçalo Ramos aconteceu em um dos momentos mais delicados da partida. Portugal empatava por 1 a 1 quando Roberto Martínez tomou a decisão que dominaria o noticiário: sacar CR7, autor do gol português até então, para lançar o camisa 9. Cristiano deixou o gramado visivelmente contrariado. Ramos entrou para fazer aquilo que mais sabe.
Pouco depois de pisar no gramado, apareceu livre na área para completar a assistência de Rafael Leão e garantir a classificação portuguesa. Era mais um capítulo de uma história que se repete com frequência na carreira do atacante: poucos minutos, mas enorme impacto. Na saída de campo, o herói português resumiu com naturalidade aquilo que seus números vêm mostrando há anos. — É uma competição especial, mas a verdade é que quem me conhece já sabe: nos últimos minutos, quando precisa de um gol, eu estou lá. Não é a primeira vez, nem a segunda, nem a terceira.
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