O Uruguai chega pressionado para a última rodada da Copa do Mundo e terá uma enorme pedreira pela frente. Após empates com Arábia Saudita, 1 a 1 , e Cabo Verde, 2 a 2 , a seleção sul-americana enfrenta a Espanha, uma das favoritas ao título, nesta sexta-feira (28), às 21h (horário de Brasília), em jogo decisivo para saber se avança à fase de 16-avos. Uma derrota decreta a eliminação. A Celeste Olímpica encontrará um cenário em que se verá pressionada e terá menos a bola nos pés pela primeira vez no Mundial.
Contra os sauditas, só foi pressionada no momento em que sofreu o gol, acumulando 59% e 75% de posse de bola no primeiro e segundo tempo, respectivamente. Copa do Mundo 2026 Quem o Brasil pode enfrentar no mata-mata? Read → Os cabo-verdianos tiveram a bola só por 35% do tempo; o selecionado uruguaio, com mais dificuldades defensivas, foi mais criativo. Somando os dois jogos, foram 44 finalizações, 77 tentativas de cruzamentos, três grandes chances e 4,04 gols esperados, segundo dados do “SofaScore”.
Frente aos espanhóis, o contexto será invertido, e o Uruguai terá a necessidade de ser perigoso e certeiro nos contra-ataques caso queira passar de fase. Para servir como exemplo, o grupo treinado por Marcelo Bielsa tem dois bons jogos para lembrar: vitórias sobre Brasil e Argentina em 2023, ambas por 2 a 0, pelas Eliminatórias Sul-Americanas para o Mundial. Como seleção uruguaia venceu Brasil e Argentina As partidas tiveram adversários em momentos bem diferentes e contextos distintos, mas há diversos fatores que conectam os resultados que tiveram o espaço de menos de um mês. Entre os pontos coincidentes, está a absoluta efetividade do Uruguai, que precisou de apenas cinco chutes para vencer os brasileiros e seis contra os argentinos.
Outra questão foi a postura da marcação. Como de praxe com Bielsa, havia muita intensidade com encaixes individuais e, se a marcação seria batida, apelava para as faltas — somado, foram 40 infrações nas duas partidas. No entanto, a equipe não tinha vergonha de recuar em alguns momentos para um bloco mais baixo, que não deixava de ser agressivo. Foi a partir de um perde e pressiona que Matias Viña roubou uma bola e cruzou para Ronald Araújo abrir o placar e calar a Bombonera lotada.
Lionel Messi comentou após a partida que a Argentina “nunca se sentiu confortável” com a bola. Outro ponto abordado pelo camisa 10 foi como o Uruguai impôs um ritmo rápido, com muitos ataques verticais, que forçou o mandante a jogar igual. &ldqu