Não existe sucesso sem fracasso. Precisa cair de vez em quando para aprender como ficar de pé. E no caso da Colômbia — a mais impressionante seleção sul-americana na segunda rodada da Copa do Mundo — o fracasso veio no final de março. Na última data Fifa antes de convocar o elenco para o Mundial, a seleção colombiana enfrentou adversários europeus.
Perdeu para a Croácia — tranquilo, só um amistoso, jogo aberto que poderia ter sido vencido por qualquer um. Aí veio a França . Copa do Mundo 2026 Simulador da Copa do Mundo: Veja possível chaveamento Leia→ Colômbia pensa e age diferente das principais seleções da Copa do Mundo Depois de ganhar do Brasil poucos dias antes , a França colocou as reservas em campo e massacrou a Colômbia. O placar final de 3 a 1 não chega nem perto de mostrar o abismo entre os dois times.
E o jogo deixou a Colômbia e o seu técnico Nestor Lorenzo com um problemão . O seu time, o seu modelo de jogo durante três anos, estava construído em cima de uma ligação entre James Rodríguez e Luis Diaz. Mas, contra um adversário muito forte, ter esses dois mais um centroavante implicava um risco enorme. Como equilibrar um time com três na frente da linha da bola?
A França conseguiu quebrar as linhas colombianas com uma facilidade impressionante. O técnico colombiano repensou o seu time. Na verdade, só trocou uma peça — em lugar de Richard Rios entrou no meio campo Gustavo Puerta , menos espalhafatoso, porém mais maduro, trazendo dinamismo e adaptando o seu jogo às necessidades do momento. Mais importante foi uma mudança em filosofia.
Num time em que a arma ofensiva mais perigosa se chama Luis Diaz, James Rodríguez não pode ser um jogador de luxo . Ia ter que contribuir um pouco sem a bola . Obviamente, levando em consideração a idade e inatividade com uma sequência de clubes, vai cansar mais rápido. Nos três jogos na fase de grupos da Copa do Mundo, James foi substituído entre os minutos 57 e 75.
Na sexta (3), com a Colômbia já na frente contra Gana, saiu no intervalo. James, entre outros no elenco, vem sofrendo os efeitos de um vírus. Mas o técnico deixou claro depois da partida que ele saiu por motivos táticos, nos interesses maiores do desempenho coletivo. Nestor Lorenzo está deixando um aviso: “nosso time não é refém de uma estrela veterana”.
Isso coloca a Colômbia na contramão de uma tendência forte no futebol atual e a maneira em que o esporte é interpretado. O foco em cima do grande craque é maio