A seleção colombiana foi uma das grandes sensações dos grupos na Copa do Mundo . Com um futebol com a cara bem sul-americana, terminou invicta, com vitórias sobre Uzbequistão e República Democrática do Congo e empate com Portugal , uma das favoritas ao título, merecendo vencer. O estilo de jogo dos Cafeteros lembra muito o que faz a atual campeã mundial Argentina , com James Rodríguez quase como Lionel Messi . Comandada pelo argentino Nestor Lorenzo desde o meio de 2022, a Colômbia fez um dos ciclos mais consistentes para o Mundial.
Passou dois anos invicta, com vitórias no período sobre Espanha, Alemanha, Japão e Brasil, até ser vice-campeã da Copa América 2024 para a Argentina. Foi o tempo para o treinador consolidar seu estilo, tendo, além de James, Luis Díaz, Jhon Arias e Jefferson Lerma como pilares. Colhe frutos na Copa e enfrenta como favorita frente a Gana na fase de 16 avos. Entenda como funciona essa tática à la seleção argentina dos Cafeteros.
Copa do Mundo 2026 Simulador da Copa do Mundo: Veja possível chaveamento Leia→ James como ‘Messi’: Colômbia emula Argentina em estilo diferente É interessante como, em um futebol que tem sido cada vez mais posicional, com muitos times fazendo questão de ter ocupação dos espaços no campo e amplitude com pontas ou laterais, a Colômbia vai na contramão. A ideia de Lorenzo, com a posse de bola, é potencializar seus jogadores a partir da aglomeração dos mais talentosos no centro do campo ou em algum dos lados, com James, Arias, Gustavo Pu e rta , Lerma e até Díaz — que pode aparecer mais fixo na ponta esquerda — para curtas trocas de passes com muita gente próxima e, a partir de ultrapassagens dos laterais, ter opções para tentativas em profundidade.
Foi assim que Daniel Muñoz , um dos melhores jogadores da seleção colombiana na Copa, marcou o gol que abriu a vitória sobre o Uzbequistão, atacando as costas da defesa em lançamento de Díaz, e voltou a fazer o tento que garantiu que seu país vencesse a RD Congo, surgindo na ponta direita. James Rodríguez, com liberdade absoluta, flutua por todo o campo e faz a Colômbia progredir com seus passes, direcionando os ataques — sem a bola, ele praticamente não tem obrigações, como Messi na Argentina. Contra Portugal, foi um recital do camisa 10: em 86 ações com bola, distribuiu cinco passes decisivos para finalizações colombianas.
Puerta, no equilíbrio defensivo a James e alternando funções nos jogos, passando de meia direita a segundo volante; Lerma na contenção como primeiro homem; Arias, de cami