Thomas Tuchel sorriu antes de responder que o empate sem gols da Inglaterra contra Gana não diz nada sobre as limitações do elenco que ele levou à Copa do Mundo de 2026 . O treinador preferiu evitar qualquer arrependimento em sua fala e lembrou que outras favoritas também tropeçaram na fase de grupos, incluindo o próprio Brasil . Por mais que o alemão tenha rejeitado a ideia de que os jogadores deixados de fora seriam automaticamente a solução para os problemas da equipe, o debate voltou a reacender depois de duas lesões importantes no elenco. Sem Reece James e com possíveis problemas no meio-campo, Tuchel deveria ter chamado nomes mais “consolidados”?
Copa do Mundo 2026 Quem o Brasil pode enfrentar no mata-mata? Read → Tuchel mantém o posicionamento de ‘time coeso é mais importante que estrelas’ A atuação inglesa contra Gana reacendeu críticas que já existiam desde a divulgação da convocação. E elas ganharam ainda mais força após a confirmação da lesão de Reece James, que está fora do duelo contra o Panamá e pode desfalcar a equipe também no mata-mata. As condições físicas de Declan Rice e Elliot Anderson aumentam ainda mais a sensação de que algumas escolhas de Tuchel talvez tenham reduzido as alternativas da Inglaterra justamente no momento em que o elenco mais precisa de profundidade.
Mais do que um tropeço isolado, o empate contra os africanos reforçou uma impressão que acompanha a seleção desde o início do trabalho do alemão: a Inglaterra parece confortável quando encontra espaços para atacar, mas ainda sofre para desmontar adversários que apostam em linhas baixas e poucos riscos. A Inglaterra terminou o confronto contra Gana com 78% de posse de bola, mas produziu apenas quatro finalizações na direção do gol. Ao longo da partida, Tuchel tentou mudar o cenário promovendo cinco substituições ofensivas. Bukayo Saka, Morgan Rogers, Eberechi Eze, Marcus Rashford e Nico O’Reilly entraram em campo, mas pouco alteraram a dinâmica de um ataque previsível e com dificuldades para criar superioridade numérica.
Depois da vitória por 4 a 2 sobre a Croácia na estreia, o desempenho representou um choque de realidade. O problema, segundo o próprio treinador, não é exclusivo da Inglaterra. “É difícil para qualquer equipe enfrentar uma defesa tão fechada. Ainda não encontrei uma fórmula mágica. Às vezes, tudo depende de um momento de qualidade, de um cruzament