A Espanha se consagrou a grande campeã da Copa do Mundo de 2026. A vitória diante da Argentina neste domingo (19), por 1 a 0 na prorrogação, coroou não só o título, mas o padrão tático mais consolidado em todo o Mundial.
A média de sucesso entre as 48 equipes parecia tender a um estilo de velocidade e priorização do campo aberto — e isso resultou, por exemplo, no 6 a 4 entre França e Inglaterra, dois dos times que melhor fizeram isso, na disputa pelo terceiro lugar.
Mas a final foi mesmo dos times pausados. E, no fim, foi premiado o time que mais soube priorizar a bola.
A Espanha dominou o jogo inteiro e, mais do que ter levado mais perigo e controlado as ações da final, impediu que a Argentina jogasse: foram 20 finalizações espanholas em 117 minutos de jogo antes dos argentinos chutarem pela primeira vez.
O domínio espanhol foi visto desde o início. A escalação argentina com Nico González pela esquerda poderia dar a entender que seria um time mais veloz ou que atacaria mais pelos lados.
Mas, na prática, não foi essa a ideia. Lionel Scaloni tirou Leandro Paredes, que ganhou a posição no meio-campo argentino ao longo da Copa do Mundo, para colocar Nico na esquerda.
Isso fez o time sair de uma formação em diamante (4-1-2-1-2), com muito foco na progressão e passes pelo meio, para um 4-4-2 mais clássico.
Isso teve duas principais implicações: Com a bola, a Argentina tinha menos sustentação no meio para construir e passou a ter dificuldade de lidar com a pressão alta da Espanha;
Sem a bola, tinha um jogador a menos para defender a região central, justamente onde a seleção espanhola mais domina.