Nesta sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília), Espanha x Bélgica se enfrentam pelas quartas de final da Copa do Mundo , no SoFi Stadium, em Inglewood, nos Estados Unidos. E, com estilos de jogo destoantes entre si, as seleções prometem uma batalha tática . Michel Preud’homme , goleiro dos Diabos Vermelhos entre 1978 e 1995, compartilhou sua análise da partida no jornal “Le Soir” e dissecou a identidade de La Furia. O ex-jogador de 67 anos apontou que o desafio de Rudi García será manter a concentração da equipe até o apito final, pois o time de Luis de la Fuente possui a capacidade de surpreender qualquer adversário em momentos inesperados.
Conhecida pelo c ontrole absoluto da posse de bola , a seleção espanhola já foi criticada no torneio pela aparente falta de objetividade nos toques curtos. Entretanto, Preud’homme alerta os belgas que o suposto futebol tedioso pode rapidamente dar lugar a um passe em profundidade com capacidade de deixar alguém cara a cara com Thibaut Courtois . — A Espanha é capaz de te fazer dormir e depois te apunhalar pelas costas . Eles podem ser frustrantes e brilhantes ao mesmo tempo — escreveu o ex-arqueiro com passagens por Standard de Liège e Benfica Como a Bélgica pode passar pela Espanha? O meio-campo espanhol é o grande responsável pela identidade coletiva, com nomes capazes de controlar o jogo em espaços reduzidos .
Mas um ponto importante, e nem sempre lembrado, sobre o “sequestro” da posse é como de la Fuente aplica o conceito de se defender com bola , como dito por Johan Cruyff nos anos 1970. La Furia é a única seleção que ainda não sofreu gols na competição, cujo mérito tem a ver com passar pouco tempo em situação defensiva. Quando perde a bola, o time realiza movimentos coordenados para fechar os espaços e manter a organização, com o objetivo de retomar a posse antes do adversário se aproximar do último terço. Portanto, os belgas passarão a maior parte do jogo protegendo a própria área , impedindo a infiltração do rival.
Não será uma será uma tarefa fácil, ainda mais com Lamine Yamal sendo o ponto de desafogo no lado direito, cuja capacidade de improviso em jogadas de 1 x 1 em velocidade demandará marcação dobrada. Caso sejam bem-sucedidos lá atrás, os Diabos Vermelhos terão que ser efetivos nas rápidas transições ofensivas para buscar o gol com poucos movimentos verticais. Em momentos de apoio dos laterais da Espanha, o time de García poderá tentar explorar seus pontas para espaçar a dupla de zaga , que tem mostrado muita segur