Com a vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim , a Noruega será a adversária do Brasil no próximo domingo (30), às 17h (de Brasília). Erling Haaland, Antonio Nusa e Amad Diallo marcaram os gols do jogo que garantiu os escandinavos nas oitavas de final da Copa do Mundo . O jogo mostrou o que o time de Carlo Ancelotti pode esperar como pontos fortes e fracos da seleção norueguesa: um time com dificuldades para defender enfrentamentos individuais, mas forte em transição e que, assim como Haaland, precisa de poucas oportunidades para gerar perigo. Copa do Mundo 2026 Simulador da Copa do Mundo: Veja possível chaveamento Leia→ Noruega burocrática precisa de pouco para ser perigosa Os noruegueses mostraram sua grande faceta da Copa do Mundo no primeiro tempo diante da Costa do Marfim: uma equipe “burocrática” , que geralmente tem poucos momentos de brilho criativo, mas precisa de pouco para levar perigo.
Mesmo que tenha passado mais tempo com a bola, a Noruega teve uma posse pouco incisiva. Passes entre os defensores e ocasionais meias que desciam para tentar ajudar ditavam a toada do jogo. A equipe de Stale Solbakken foi a campo no seu 4-3-3 padrão, com Alexander Sorloth, um centroavante de 1,95m, como ponta-direita. Sem Julian Ryerson na lateral-direita, no entanto, Sorloth ficou responsável pela amplitude e se tornou praticamente um jogador a menos pelo lado.
O gol norueguês, aos 38 minutos, veio em um movimento padrão da equipe: Martin Odegaard , o capitão e principal criador do time, descendo perto dos zagueiros para tentar acionar o entrelinhas. A questão é que, sem Odegaard nessa região, a Noruega não tem jogadores habilidosos e criativos o suficiente para fazerem a diferença com frequência. No lance do gol, Odegaard recua e encontra um ótimo passe de ruptura para Sander Berge, o que faz o time ganhar campo e conseguir isolar Antonio Nusa no lado esquerdo do campo e perto da área. O “Neymar norueguês” é o principal jogador do time para enfrentamentos individuais e consegue um golaço após drible curto na entrada da área.
O primeiro tempo, no entanto, resume o jogo da Noruega: um time com dificuldades para criar, mas que precisa de pouco para levar perigo. Isso que Erling Haaland, por exemplo, mal foi acionado na partida. Quando foi, no entanto, guardou: somente aos 86 minutos o camisa 9 conseguiu ter uma chance clara e marcou o gol da vitória. Mesmo com outras três finalizações antes, Haaland tinha apenas encontrado oportunidades difíceis: cabeceios marcados em cruzamentos longos e uma bola espirrada a meia altura, que levou perigo, mas não conseguiu gerar uma finalização certeira.
O centroavante norueguês foi pouco influente no jogo e costuma ser