A seleção brasileira parece ter encontrado uma nova estrutura no meio da Copa do Mundo . Carlo Ancelotti , depois do susto que foi o duro empate com Marrocos , mudou jogadores e a formação do Brasil para os jogos contra Haiti e Escócia . Apesar do nível abaixo dos adversários, as vitórias por 3 a 0 mostram que o sistema funcionou e deve continuar para o mata-mata. A formação lembra algo próximo de um 4-3-1-2 com um losango no meio-campo ou um 4-3-3 com falso nove, que, no caso, é Matheus Cunha recuando e sendo mais um meia para formar um quarteto que desafogou a saída de bola brasileira junto de Casemiro como o mais recuado, Lucas Paquetá à esquerda e Bruno Guimarães à direita.
No ataque, Vinicius Júnior faz dupla de ataque com Rayan — era para ser Raphinha, que se lesionou ainda no primeiro tempo contra os haitianos –, cada um com funções distintas. Cada vez mais, a Seleção passa a lembrar o Real Madrid que Ancelotti comandou entre 2021 e 2025. Já tinha dado indícios antes, mas tem ficado mais claro nesta Copa do Mundo e deve aumentar com a disputa do mata-mata. Entenda nesta análise da Trivela .
Copa do Mundo 2026 Simulador da Copa do Mundo: Veja possível chaveamento Leia→ Ancelotti usa na seleção brasileira formação campeã da Champions com o Real Madrid A adaptação do Brasil para uma estrutura próxima do losango ocorreu também no Real Madrid na temporada 2023/24. Na ocasião, o técnico italiano tinha perdido Karim Benzema, rumo ao futebol saudita, e optou por inovar: formou uma dupla de ataque com Vini Jr. e Rodrygo, e o então recém-chegado Jude Bellingham era um camisa 10 que pisava muito na área — ele fez o ano mais artilheiro da carreira. Atrás deles, havia um trio com Fede Valverde à direita, Toni Kroos à esquerda e Aurelién Tchouaméni como primeiro volante.
Esse sistema, que também alternou para algo próximo de 4-4-2 alinhado com Bellingham partindo da esquerda para dentro, deu o equilíbrio necessário para o Madrid fazer a melhor temporada dos últimos anos: conquistou LaLiga com dez pontos sobre o rival Barcelona e a Champions League , superando na caminhada gigantes como Manchester City e Bayern de Munique. Foi justamente em 23/24 que Vinicius Júnior foi eleito pela Fifa o melhor jogador do mundo. Ele passou a jogar mais como um atacante por dentro e marcou 24 gols, melhor marca da carreira até hoje, sendo quatro só no mata-mata da Champions, incluindo um na final contra o Borussia Dortmund.
Esse posicionamento do camisa 7 é o que passou a acontecer na seleção brasileira a partir da partida com o Haiti na Copa . O atacante saiu da