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Por que as transições de Noruega e Inglaterra devem definir quem vai para a semifinal da Copa do Mundo

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Por que as transições de Noruega e Inglaterra devem definir quem vai para a semifinal da Copa do Mundo
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Depois de eliminar o Brasil nas oitavas , a Noruega enfrenta a Inglaterra neste sábado (11), às 18h no horário de Brasília, pelas quartas de final da Copa do Mundo . E, de forma curiosamente semelhante à partida contra a Seleção, esse duelo dos noruegueses deve ser definido pelas transições. A equipe de Stale Solbakken é muito forte em campo aberto — a principal tendência tática da atual edição do Mundial . Foi assim, inclusive, que marcou seus dois gols contra o Brasil.

E a maior dificuldade da Inglaterra tem sido perfurar blocos defensivos baixos. Unindo as duas coisas, os noruegueses podem fazer um jogo para surpreender Thomas Tuchel e companhia. Por outro lado, há outra grande questão: o melhor jogo da Inglaterra na Copa, no 4 a 2 contra a Croácia , também foi marcado pelos ingleses abusando de espaços cedidos pelos croatas. E, mais do que isso, há o problema viking: a Noruega não tem defendido bem durante o Mundial.

A tendência, então, é de um jogo mais aberto do que o esperado. Noruega quer o jogo de velocidade, mas consegue jogar sem ela Os noruegueses fizeram 12 gols em cinco jogos, uma marca bastante positiva. E a clara força do time é a velocidade — com Martin Odegaard como um grande articulador, Antonio Nusa como um ponta veloz e Erling Haaland sendo a principal referência atacando a profundidade, o que há de melhor na Noruega é ser vertical. Enquanto seja natural que Haaland concentre os holofotes, do ponto de vista tático, o jogador que realmente dita o funcionamento da equipe é Odegaard.

O capitão norueguês atua com enorme liberdade para circular por praticamente todos os setores do campo, tornando-se o elo entre defesa, meio-campo e ataque. Contra a Costa do Marfim, por exemplo, ele participou de mais sequências ofensivas que terminaram em finalizações do que qualquer outro atleta da partida, mostrando que sua influência vai muito além das assistências ou dos passes decisivos. E a principal arma do capitão é sua inteligência para ocupar espaços. Em vez de permanecer fixo como um meia central tradicional, ele aparece constantemente nos meio-espaços, especialmente pelo corredor direito, onde recebe entre as linhas de marcação e obriga os adversários a tomar decisões difíceis: Se o marcador permanece na posição, o camisa 10 tem tempo para girar, conduzir e acelerar o ataque; Se alguém sai para persegui-lo, imediatamente surge espaço nas costas da defesa para as infiltrações de Haaland ou dos pontas.

Essa leitura de jogo também faz Odegaard adaptar seu posicionamento conforme a estratégia adversária. Quando encontra um bloco compacto

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