Portugal e Espanha farão um duelo pelas oitavas de final da Copa do Mundo que vai além da rivalidade ibérica. Em poucos metros do gramado estarão reunidos alguns dos melhores meio-campistas do planeta: são dois dos melhores meios do Mundial . Jogadores que comandam clubes como Paris Saint-Germain, Manchester City e Barcelona e que, no papel, deveriam dominar qualquer adversário. Apesar de concentrarem dois dos meios-campos mais estrelados do torneio, portugueses e espanhóis ainda não convenceram completamente na Copa.
Ambos controlam a posse, acumulam jogadores extremamente técnicos e conseguem sufocar adversários durante boa parte dos jogos. Ainda assim, em vários momentos tem faltado justamente aquilo que esse tipo de setor costuma prometer: criatividade para desmontar defesas fechadas e transformar domínio territorial em chances claras de gol. O clássico das oitavas, portanto, pode ser definido menos pelo brilho de Cristiano Ronaldo ou Mikel Oyarzabal e mais pela equipe que conseguir fazer seu meio-campo finalmente funcionar como todos esperavam antes do início do Mundial. Copa do Mundo 2026 Simulador da Copa do Mundo: Veja possível chaveamento Leia→ Portugal tem talento de sobra, mas seu meio-campo ainda joga abaixo do potencial Poucas seleções chegaram à Copa do Mundo cercadas de tanta expectativa quanto Portugal .
A combinação entre Vitinha , João Neves e Bruno Fernandes parecia formar o trio de meio-campo mais completo da competição. Dois deles são protagonistas do Paris Saint-Germain campeão da Europa; o outro acabou de viver talvez a melhor temporada da carreira pelo Manchester United. Na prática, porém, a engrenagem ainda não encaixou. Portugal monopoliza a posse de bola, mas muitas vezes circula o jogo sem conseguir desorganizar o adversário.
Contra RD Congo e Colômbia, equipes que defenderam em blocos compactos, a seleção de Roberto Martínez encontrou enorme dificuldade para romper linhas. O domínio territorial existiu, mas produziu poucas oportunidades reais de gol. Os números ajudam a explicar essa sensação. Mesmo com tanta qualidade técnica, Portugal aparece apenas na metade da tabela da Copa em grandes chances criadas e também está longe dos líderes em gols esperados (xG).
Para uma seleção construída para controlar partidas, é um rendimento ofensivo abaixo do esperado. O problema não parece estar na capacidade individual dos jogadores, mas na forma como eles ocupam o campo. - - ↓ Continua após o recado ↓ - - Muitos querem a bola, poucos atacam o espaço e o fator Cristiano Ronaldo A principal virtude do trio português também acabou se tornando seu maior desafio. Vitinha, Jo&a