A seleção brasileira foi precocemente eliminada pela Noruega, no último domingo (5), ao perder por 2 a 1, em partida válida pelas oitavas de final . A queeda neste Mundial confirma a pior campanha do Brasil desde 1990 , quando caiu para a Argentina na mesma fase. A partir disso, o debate quanto à identidade volta a estar latente, principalmente pela postura dentro do campo e o fardo de amargar, agora, o maior jejum de títulos da história da Seleção. Os 28 anos sem um título mundial mostram o tamanho das dificuldades encontradas pela seleção brasileira nas últimas Copas do Mundo, mas existem diversos motivos para entender as campanhas aquém.
Há o que apontar na formação de atletas, no entendimento de identidade de jogo e, por fim, na convocação dos atletas para o torneio. Os 4 erros do Brasil na vexatória eliminação para a Noruega na Copa do Mundo Leia → Seleção é um produto de formação desequilibrada Antes de qualquer apontamento, há de se dizer que não existe terra arrasada. A necessidade é entender que cinco estrelas no peito não são tão pesadas quanto um plano estruturado de formação de jovens jogadores . É possível entender que existe uma lógica de mercado e, com a necessidade crônica dos clubes brasileiros em vender atletas, existem posições de maior demanda e projeção.
Não é à toa que as decisões mais difíceis de Carlo Ancelotti na convocação para a Copa do Mundo foram em relação aos extremos , posição que o país mais produz e vende atletas de potencial. Ao mesmo tempo, a dificuldade em estabelecer laterais de alto nível e revelar meias de caráter organizador são o calcanhar de Aquiles do momento atual do Brasil. A posição de camisa 9 também vem recebendo críticas, principalmente pela carência de um artilheiro absoluto como em ciclos anteriores. Desde a última eliminação nas oitavas de final, em 1990, a Seleção contou com centroavantes como Careca, Romário, Ronaldo e Luís Fabiano , em 2010.
Curiosamente, este foi o último Mundial sem uma contestação ao centroavante. Ou seja, há um claro desbalanceamento entre posições a serem formadas. - - ↓ Continua após o recado ↓ - - Identidade de jogo da seleção brasileira em xeque Em relação à identidade e o que se propõe em um jogo, houve certa incerteza durante o ciclo e propriamente no ano em que Carlo Ancelotti está a frente da seleção brasileira. Marcado por ser protagonista, impondo ritmo e pr