A classificação dramática diante do Egito , nesta terça-feira (7), reforçou uma impressão que acompanha a Argentina desde o início da Copa do Mundo : Lionel Messi continua resolvendo problemas quando o calo aperta. Nem mesmo um pênalti desperdiçado quando a equipe perdia por 1 a 0 abalou o camisa 10. Coube a ele iniciar a reação com assistência para Cristian Romero e, depois, marcar o gol que recolocou a seleção no jogo antes da virada por 3 a 2. Aos 39 anos, o capitão segue sendo o centro gravitacional da Albiceleste, exatamente como foi na campanha do título mundial de 2022.
Copa do Mundo 2026 Simulador da Copa do Mundo: Veja possível chaveamento Leia→ Se a melhor notícia para Lionel Scaloni é ter um Messi em estado de graça, a pior é perceber que boa parte dos jogadores que sustentavam o funcionamento coletivo do time ainda não apareceu neste Mundial. A Argentina continua viva, está nas quartas de final e segue entre as candidatas ao título, mas sua trajetória tem sido construída muito mais pela genialidade do camisa 10 do que pela força do conjunto. Não é coincidência. Alguns dos principais coadjuvantes argentinos chegaram ao torneio atravessando temporadas abaixo do esperado em seus clubes e transportaram esse momento para a seleção.
Em comum, Alexis Mac Allister , Rodrigo De Paul e Thiago Almada vivem uma Copa para lá de irregular. Casos de Mac Allister e De Paul são os mais chamativos na Argentina Poucos simbolizam isso melhor do que Alexis Mac Allister. Um dos motores do meio-campo argentino em 2022, o volante nunca encontrou seu melhor futebol ao longo da temporada europeia. O Liverpool , coletivamente, ficou distante do nível que acostumou a apresentar nos últimos anos, e Mac Allister também caiu de produção.
Na Copa, a queda de rendimento ficou ainda mais evidente. Se com a bola ele já participa menos da construção ofensiva, sem ela o cenário preocupa ainda mais. O camisa 20 tem falhado em coberturas, chega atrasado em perseguições e oferece menos proteção aos zagueiros. Rodrigo De Paul também está longe da versão que se transformou no principal escudeiro de Messi.
A estreia contra a Argélia deu a impressão de que faria uma grande Copa: além da boa atuação, distribuiu uma assistência precisa para um dos três gols marcados pelo camisa 10. Desde então, porém, seu rendimento caiu bastante. O volante continua correndo e se entregando, mas já não domina os espaços com a mesma eficiência. Sua principal característica sempre foi antecipar jogadas, encurtar linhas e imprimir intensidade ao meio-campo arge