A eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026 para a Noruega trouxe diferentes dores. Mais do que ter sua pior campanha no torneio desde 1990 ou consolidar 28 anos sem um título, há também a dor da mudança repentina e contracultural na forma de jogar . Carlo Ancelotti foi vangloriado pelas mudanças que fez na vitória contra o Japão , nos 16 avos, e como sua leitura do que precisava ser feito naquele jogo funcionou. Contra os noruegueses, no entanto, foi duramente criticado e tachado de retranqueiro.
Com isso, fica o questionamento: o italiano, que tem contrato até a próxima Copa, poderia fazer o Brasil “resgatar sua identidade” futebolística? Copa do Mundo 2026 Simulador da Copa do Mundo: Veja possível chaveamento Leia→ O que levou Ancelotti a fazer o que fez contra a Noruega na Copa do Mundo O Brasil estreou na Copa com um empate duro contra Marrocos. Era um adversário organizado, que negou espaços e frustrou o plano brasileiro de tentar criar com superioridade numérica entre as linhas – e por isso havia escalado um meio com Paquetá na direita, Raphinha como “camisa 10”, Bruno Guimarães vindo de trás e Igor Thiago como um centroavante que fixaria a linha defensiva.
A mudança contra o Haiti deu tão certo que se manteve contra Marrocos e foi a ideia inicial contra o Japão: um 4-3-3 com Matheus Cunha como falso nove e dois pontas explosivos para correr nas costas da defesa. O objetivo era atrair e desconfigurar a linha defensiva com os movimentos de Matheus Cunha descendo para receber e se associando com Paquetá e Bruno, os meias. Foi assim que saíram todos os gols contra o Haiti, por exemplo. Isso não deu certo contra o Japão, que defendia em um misto de 5-2-3 e 5-4-1 bem compacto, que fechava opções de progressão pelo meio e tinha uma linha defensiva que não era facilmente manipulada.
O resultado? No segundo tempo, Ancelotti decidiu mudar para uma equipe que tinha Endrick para tentar furar a defesa com corridas em profundidade e, principalmente, focava em cruzamentos para levar vantagem pelo alto ou criar o caos da segunda bola. Deu certo. Nas oitavas, Ancelotti quis aproveitar uma debilidade do time de Stale Solbakken: a transição defensiva .
Correndo para trás, os defensores altos e pouco móveis da Noruega teriam dificuldades de conter os rápidos e habilidosos Vinicius, Rayan e Martinelli. Tudo isso enquanto mantinha uma ideia central do trabalho brasileiro – a pressão forte pós-perda. É justo dizer que isso deu resultado: O pênalti surge em uma pressão alta que faz a equipe roubar a bola e ter Bruno, o grande criador do Brasil na Copa, encontrar um bom passe para Martinelli; No segundo tempo, Vinícius cria a oportu